A decisão chega depois de a Toyota já ter assegurado o título de fabricantes na rodada anterior, no Chile. Sem a taça em disputa na etapa final, a composição escolhida para a contagem da marca mudou.
Uso maior do motor pesou na escolha
O fator central para a mudança é a condição mecânica dos carros disponíveis. O motor usado por Evans acumula mais milhas do que os de Sami Pajari e Oliver Solberg, que chegam ao encerramento do campeonato com conjuntos mais novos.
No regulamento, mudanças de motor são permitidas em casos de danos causados por acidentes. Isso ajuda a explicar por que os três carros da Toyota não chegam à última prova exatamente na mesma situação de uso. No caso de Evans, o motor tem uma carga de quilometragem maior do que a de seus companheiros de equipe, enquanto Pajari e Solberg contam com unidades mais frescas.
Uma fonte de uma equipe rival considerou a escolha lógica e afirmou que “isso faz todo sentido”. O mesmo interlocutor citou o risco mecânico de um conjunto mais rodado ao dizer que “sempre existe a possibilidade de algum problema de confiabilidade”.
Etapa final terá Pajari e Solberg na linha de pontuação
Na prática, a Toyota preserva Evans na disputa da prova, mas deixa fora da sua conta de fabricantes o carro com o motor mais utilizado entre os pilotos citados. Pajari e Solberg, com unidades mais novas, passam a ser opções naturais para a soma de pontos da marca no fechamento da temporada.
A avaliação de fora da Toyota também foi de que a medida ajuda a equilibrar a disputa interna entre os carros disponíveis para a inscrição da etapa. A mesma fonte resumiu a decisão como “uma forma bem justa de equalizar a briga”.
Sébastien Ogier também aparece entre os nomes ligados ao contexto da Toyota para a etapa final, mas a mudança confirmada na formação de fabricantes foi a saída de Evans da linha de pontuação da marca, apesar de sua presença mantida no grid com o GR Yaris Rally1.