A vantagem de Evans é sobre um grupo de perseguidores que inclui Sami Pajari e Oliver Solberg, ambos 21 pontos atrás. Mesmo assim, o próprio piloto tratou a disputa com cautela antes da decisão. “Ainda está tudo muito em aberto na ida para a Sardenha”, afirmou. Em seguida, reforçou: “Nada está garantido”.
Temporada mais curta muda o peso da vantagem
Um dos fatores que ajudam a explicar o momento de Evans é o formato do campeonato. A temporada de 2026 foi reduzida para 13 etapas, o que aumenta o valor de cada resultado e dá mais peso a uma vantagem construída antes da rodada final.
O contexto também destaca a diferença em relação a outras campanhas do galês. Evans já terminou o campeonato como vice cinco vezes em seis anos e levou a disputa pelo título à etapa final em outras três ocasiões. Em confrontos decisivos anteriores, acabou superado por Sébastien Ogier.
Evans aponta velocidade mais forte em 2026
Na avaliação do próprio líder do campeonato, o desempenho desta temporada teve um ingrediente que nem sempre esteve tão evidente em outras campanhas: velocidade pura. A leitura de Evans é que 2026 apresentou um nível melhor nesse aspecto, o que ajuda a sustentar a candidatura ao título mesmo com a pressão natural da rodada derradeira.
Há, porém, um ponto de atenção para a decisão: as desvantagens de abrir a estrada na Sardenha, fator já colocado no cenário da disputa. Isso tende a ser especialmente relevante para Evans por sua posição no campeonato, já que chega à final ocupando a ponta da tabela.
Questionado sobre o que significaria finalmente conquistar o campeonato, Evans preferiu não transformar o tema em projeção. “Eu nunca sei como responder a essa pergunta, porque você simplesmente não sabe, sabe?”, disse o piloto, que começa a etapa decisiva tentando converter a liderança de 17 pontos no primeiro título mundial.