A mudança está ligada ao regulamento técnico previsto para 2027. Entre as alterações esperadas, a principal é o aumento da participação do motor de combustão interna, o que exige a liberação de um fluxo maior de combustível ao longo das etapas.
Mais combustível no regulamento de 2027 levou à revisão da distância
Com o motor de combustão interna tendo papel maior no conjunto mecânico, a tendência é de consumo mais alto durante a corrida. Isso obrigou a categoria e as equipes a discutirem como acomodar essa necessidade sem alterar de forma mais profunda o conceito dos carros.
Uma das alternativas possíveis seria aumentar o tamanho dos tanques de combustível. Essa saída, porém, exigiria mudanças significativas nos monopostos, já que o armazenamento extra de combustível impactaria o projeto do carro.
Nesse cenário, a redução da distância das provas aparece como uma solução direta para limitar a quantidade de combustível necessária ao longo da corrida. Em vez de adaptar os carros para levar mais combustível, a categoria optou por encurtar o percurso padrão.
Categoria tenta evitar aumento de peso nos monopostos
Outro ponto levado em conta nas discussões para 2027 é evitar que os monopostos fiquem mais pesados. A necessidade de carregar mais combustível ao longo da prova poderia empurrar os projetos nessa direção, especialmente se a solução passasse por tanques maiores.
A decisão de reduzir a quilometragem padronizada atende justamente a esse objetivo. Com menos distância a ser percorrida, a exigência total de combustível cai, o que ajuda a reduzir a pressão por mudanças estruturais nessa área do carro.
O acordo aprovado pelas equipes estabelece 290 quilômetros como nova referência para as corridas da Fórmula 1, mantendo Mônaco fora desse padrão. A exceção preserva o formato específico da prova, enquanto o restante do calendário deve seguir a nova distância quando o regulamento de 2027 entrar em vigor.