“Eu diria que Max é o que mais se aproxima de Ayrton”, afirmou Fittipaldi. Na sequência, ele resumiu o ponto central da análise: “Max consegue pilotar um carro que não é dos melhores”.
Comparação foi feita pelo desempenho além do equipamento
Fittipaldi não tratou Verstappen e Senna como pilotos de contextos idênticos, mas apontou uma característica em comum na forma de competir. A referência usada por ele passa pela capacidade de andar na frente mesmo quando o carro não é a principal força do grid.
No caso de Senna, esse recorte remete ao início da carreira na Fórmula 1. O brasileiro conquistou três pódios com a Toleman, incluindo o segundo lugar no GP de Mônaco de 1984, resultado frequentemente lembrado entre as atuações que marcaram sua ascensão na categoria.
Ao falar sobre o cenário atual, Fittipaldi também foi direto ao colocar Verstappen no topo da categoria. “Max ainda é o melhor piloto hoje, na minha opinião”, disse.
Ex-piloto cita mudança de contexto entre gerações
Além do aspecto técnico ligado ao desempenho, Fittipaldi ressaltou que a comparação entre nomes de épocas diferentes precisa levar em conta as mudanças pelas quais a Fórmula 1 passou ao longo dos anos, principalmente na segurança.
“Os pilotos são muito talentosos agora, mas têm uma perspectiva diferente sobre segurança”, afirmou o ex-piloto, ao observar que o ambiente vivido pela geração atual não é o mesmo das décadas anteriores.
A comparação feita por Fittipaldi, portanto, foi centrada menos em números absolutos e mais em uma característica específica de pilotagem: a capacidade de compensar limitações do carro com performance individual. No recorte apresentado pelo bicampeão, esse é o traço de Verstappen que mais o aproxima de Senna.