Domenicali tratou a estabilidade como ponto central para a equipe. “É preciso continuar forte, unido e evitar soluções fantasiosas”, afirmou. Em outra declaração sobre o momento da Ferrari, acrescentou: “Quanto maior a tempestade, mais necessário é que o comandante tenha um rumo claro.”
A discussão sobre o comando da Ferrari acontece num cenário em que a equipe ainda tenta consolidar resultados na pista. No GP do Azerbaijão, Charles Leclerc terminou em quarto e Lewis Hamilton foi o sexto colocado, resultado que manteve a pressão sobre o trabalho de Vasseur.
Interesse de Horner ampliou debate sobre o comando
O tema ganhou novo peso depois de Horner externar seu interesse pela Ferrari. O dirigente classificou a equipe como “o sonho e um gigante adormecido na F1”, fala que alimentou as especulações sobre uma eventual troca no comando.
Apesar disso, a possibilidade de mudança segue no campo das especulações. Domenicali adotou discurso oposto ao de uma ruptura e se posicionou a favor da continuidade de Vasseur, num momento em que os rumores sobre o futuro do chefe da equipe circulam com mais força.
Domenicali conhece de perto o ambiente da Ferrari: ele foi chefe da equipe entre 2008 e 2014, experiência que dá peso adicional à sua defesa por estabilidade em um período de pressão por resultados.
Vasseur responde aos rumores e aponta foco esportivo
Vasseur também se manifestou sobre o assunto. Ao responder às declarações de Horner, foi direto: “Horner está procurando emprego.” Em paralelo, reconheceu o incômodo gerado pelos rumores, mas indicou que sua prioridade segue voltada ao trabalho interno da Ferrari.
O dirigente resumiu o foco esportivo da equipe com dois recados objetivos. “Estamos lutando pelo P2 no campeonato”, disse. Em seguida, completou: “Só estou tentando dar o meu melhor para fazer a equipe avançar.”
Enquanto o debate fora das pistas aumenta, a meta declarada por Vasseur é manter a Ferrari na briga pelo segundo lugar no campeonato.