O carro da Dodge terá apresentação marcada para dezembro, durante o Snowball Derby. A carroceria já foi aprovada, e os painéis de produção são esperados em menos de duas semanas a partir do anúncio.
Aprovação acelerada e regulamento atual ajudaram a destravar o projeto
Segundo John Probst, presidente de gestão de eventos da NASCAR, o cronograma pesou diretamente na volta da Dodge. A categoria vai manter o regulamento atual de motores até 2028, com possibilidade de extensão. “Às vezes, é só uma questão de o timing dar certo”, afirmou.
Probst também disse que a NASCAR trabalha com uma janela entre 2030 e 2032 para futuras discussões sobre motores com as montadoras. Esse cenário influenciou a decisão da Dodge, que optou por retornar agora em vez de esperar por uma nova plataforma técnica.
O dirigente explicou ainda que o processo foi conduzido no limite do calendário disponível. “Isso foi feito praticamente tão rápido quanto conseguimos fazer”, disse. Normalmente, a aprovação de uma carroceria leva cerca de 18 meses. No procedimento técnico, o modelo precisa se encaixar na chamada caixa de performance depois dos testes em túnel de vento, antes da liberação dos painéis de produção.
Kaulig terá Allmendinger e Ty Dillon com motores da ECR
Na pista, a Kaulig Racing alinhará A.J. Allmendinger e Ty Dillon em 2027 com carros equipados com motores da Earnhardt Childress Racing Engines. Ao mesmo tempo, o motor do retorno da Dodge não será uma plataforma própria da Stellantis nem da MOPAR.
Tim Kuniskis, CEO da Dodge, destacou a velocidade da operação para recolocar a marca na Cup. “Todo mundo dizia que era impossível voltar em um ano. Nós dissemos: ‘então olha isso’.”
A Kaulig hoje compete com Chevrolet na Cup e também coloca cinco Ram 1500 na Truck Series. Matt Kaulig, proprietário da equipe, definiu o acerto como um momento marcante para a organização.
A última vez que a Dodge conquistou um título na NASCAR foi em 2011. A marca deixou a Cup quando o carro Gen-6 foi introduzido em 2013.