Após o GP do Azerbaijão, Hamilton havia dado um voto de confiança a Vasseur. Pouco depois, a Ferrari promoveu um evento com a imprensa para reforçar sua confiança “total” no dirigente. Mesmo assim, a fala do piloto sobre seu contato direto com Elkann alimentou a discussão interna e externa sobre quem de fato centraliza as decisões.
Croft questiona quem manda na Ferrari
Ao comentar o cenário, Croft resumiu a dúvida em torno da estrutura da equipe: “Quem está no comando na Ferrari? Essa é a pergunta que precisa ser feita”. A observação veio depois de Hamilton dizer que fala com Elkann semanalmente e que mantém uma relação muito próxima com o presidente da Ferrari.
Na declaração pública, Hamilton afirmou: “Tenho uma ótima relação com John Elkann, somos muito, muito próximos”. Antes disso, Elkann já havia dito a Hamilton e Charles Leclerc para “falarem menos” e se concentrarem em pilotar.
Pressão esportiva aumentou a exposição de Vasseur
O contexto esportivo ajuda a explicar por que o tema ganhou peso. Hamilton está 103 pontos atrás na classificação dos pilotos, enquanto a Mercedes aparece 160 pontos à frente da Ferrari no Mundial de Construtores. Desde que Vasseur assumiu o comando da equipe em 2023, a Ferrari ainda não conseguiu construir uma disputa de título realmente consistente.
A seca de títulos da Ferrari já vem desde 2008, e Elkann havia prometido que a equipe conquistaria um campeonato até 2026. Em paralelo, a relação entre Hamilton e Vasseur também passou por desgaste em decisões esportivas recentes.
Regras internas entre os pilotos também entraram no debate
Hamilton já criticou a liderança de Vasseur na condução das “regras de engajamento” entre os pilotos da Ferrari. O ponto de atrito foi a forma como a equipe administrou a disputa interna quando Hamilton queria que a Ferrari priorizasse sua perseguição a Kimi Antonelli em vez de manter Charles Leclerc à frente.
































