Lawson está em sua segunda temporada completa na Fórmula 1, enquanto Lindblad vive seu ano de estreia. Mesmo com perfis diferentes de experiência, Permane disse que a convivência esportiva entre os dois tem sido positiva. “Eles têm sido muito bons. É um problema bom de se ter”, afirmou o dirigente ao comentar a parceria da dupla.
Equipe aceita duelo na pista, mas evita risco desnecessário
Permane explicou que a Racing Bulls normalmente permite que seus pilotos disputem posição entre si, desde que a briga não coloque o resultado da equipe em risco. A preocupação aumenta quando os pneus já estão em condição crítica ou quando o time está em situação de garantir pontos, cenário em que um toque entre os carros pode custar caro no campeonato.
“Normalmente, fico feliz em vê-los correndo um contra o outro”, disse Permane. Ao mesmo tempo, ele admitiu que a equipe já precisou puxar a rédea: “Já houve momentos em que isso foi longe demais.”
O ponto central da orientação interna é evitar contato durante essas disputas. A intervenção da Racing Bulls não elimina o confronto direto entre os dois carros, mas estabelece um limite prático para que a rivalidade não comprometa a corrida dos dois lados da garagem.
Briga por pontos pesa na administração da dupla
O cuidado da equipe também aparece no momento do campeonato. A Racing Bulls ocupa a quinta posição entre os construtores e tem nove pontos de vantagem sobre a Alpine, quadro que aumenta o peso de cada chegada na zona de pontuação e ajuda a explicar por que o time trata com atenção as disputas internas mais agressivas.
O cenário recente ainda teve mudanças no entorno dos pilotos ligados à Racing Bulls. Nos últimos três GPs, Yuki Tsunoda ocupou o lugar de Liam Lawson, enquanto Lawson passou a substituir Isack Hadjar na Red Bull Racing por causa de uma lesão. Não há confirmação sobre até quando essas trocas serão mantidas.