Durante a corrida, Hamilton apostou em permanecer na pista sob virtual safety car, mas a escolha não funcionou. Após a prova, o próprio piloto assumiu o erro: “Assumo total responsabilidade pelas decisões que tomei.”
Brundle, analista da Sky Sports F1, resumiu a crítica ao comportamento do heptacampeão durante a tomada de decisão. “É difícil guiar um carro moderno de Fórmula 1 e administrar a estratégia da equipe de trás do volante”, afirmou.
Ferrari lidou com cenário apertado e pouco tempo de referência
A Ferrari também tinha pouco espaço para reagir. Fred Vasseur, diretor da equipe, confirmou que Hamilton havia sido chamado para uma dupla parada atrás de Charles Leclerc. “Ele tinha sido chamado para fazer a dupla parada atrás do Leclerc”, disse.
O contexto do fim de semana limitava a leitura estratégica da equipe. A Ferrari trabalhou com informações reduzidas porque houve apenas um Treino Livre e a Sprint foi disputada no molhado. Isso diminuiu as referências para desgaste de pneus e ritmo de corrida no seco.
Na prática, a prova de Hamilton ficou condicionada cedo. Ele colocou pneus macios na volta 18 e escolheu seguir para uma estratégia de apenas uma parada, o que exigia completar 44 voltas com o mesmo jogo. A aposta aumentou a exposição no stint final, especialmente com 20 voltas ainda pela frente.
Largada com pneus médios agravou o desgaste no fim
Outro ponto citado no pós-corrida foi a escolha de largar com pneus médios, que acabou se mostrando errada. A combinação entre esse início de prova e a parada precoce para os macios comprometeu as opções estratégicas até a bandeirada.
Nas voltas finais, Hamilton passou a perder terreno para carros com compostos mais novos. Toto Wolff, executivo da Mercedes, descreveu a situação de forma direta: Hamilton estava “sem defesa” diante de adversários com pneus muito mais frescos.
Mesmo com a queda de rendimento em Singapura e o resultado fora do pódio, Hamilton continua em terceiro lugar no campeonato.
































