Bottas afirmou que o desenho atual não é tratado internamente como uma limitação. “Não acho que a gente faria algo que criasse uma estrutura que consideramos uma fraqueza”, disse o piloto da Cadillac ao comentar a divisão geográfica do projeto.
O tema voltou ao debate depois de Pat Symonds avaliar que o formato está “apenas abaixo do ideal” para uma equipe que pretende vencer o Campeonato Mundial. A observação, porém, não representa necessariamente a visão oficial da Cadillac.
Cadillac cita vantagem de reunir recursos em dois polos
Ao explicar a lógica por trás da escolha, Bottas afirmou que a equipe vê ganhos na combinação entre a presença nos EUA e no Reino Unido. “A gente acredita que essa é a configuração ideal para ter o melhor dos dois mundos”, declarou.
A distribuição das atividades não se limita às instalações já em operação. Em Indianapolis, a Cadillac ainda está construindo instalações de fabricação, túnel de vento e simulador, peças centrais da estrutura técnica do projeto na Fórmula 1.
Esse arranjo faz com que a operação do time esteja espalhada por diferentes frentes, com parte da atividade baseada na Inglaterra e uma expansão importante nos Estados Unidos. O debate em torno desse modelo apareceu justamente porque a equipe está montando sua base esportiva ao mesmo tempo em que disputa sua primeira temporada na categoria.
Projeto da futura unidade de potência da GM fica em Charlotte
A divisão geográfica da Cadillac também envolve o desenvolvimento da futura unidade de potência da GM. Esse projeto está baseado em Charlotte, na Carolina do Norte, o que amplia ainda mais a presença da operação técnica nos Estados Unidos.
Com isso, a estrutura da Cadillac hoje combina a base em Silverstone com o avanço das instalações em Indianapolis e o trabalho ligado à futura unidade de potência em Charlotte, enquanto Bottas sustenta que o formato foi definido pela própria equipe como a melhor solução para o programa na Fórmula 1.