Na disputa com Lindblad, Bearman ainda tinha uma desvantagem de pneus: estava com médios, enquanto o rival usava macios. Ainda assim, o piloto da Haas indicou que a diferença não ficou só nessa comparação. “Infelizmente, perdemos uma posição para o Arvid”, disse Bearman. Na sequência, resumiu a sensação no duelo em velocidade final: “Do jeito que aquele carro anda nas retas… é um míssil.”
O problema apareceu de forma mais evidente em um cenário em que a velocidade de reta teve peso importante. Em Baku, a longa reta principal, com 2,2 km, ampliou esse tipo de comparação direta entre carros em aceleração plena e ajudou a expor o déficit citado por Bearman.
Ferrari entrega confiabilidade, mas desempenho virou tema
A Haas compete com motor da Ferrari, que vem sendo descrito como quase irrepreensível em confiabilidade. O ponto em discussão agora é desempenho. Tanto a Haas quanto a Cadillac esperavam mais performance do conjunto, e a corrida em que Bearman perdeu terreno nas retas recolocou esse aspecto sob observação.
O relato do piloto da Haas é relevante porque trata de uma limitação percebida em condição real de corrida. Mesmo com o nono lugar, Bearman não conseguiu reagir quando a diferença de velocidade final apareceu de forma mais clara no embate com Lindblad.
Queixa de Hamilton entra no mesmo quadro
As reclamações de Lewis Hamilton durante a corrida caminham na mesma direção. O piloto relatou falta de potência ao longo da prova, em mais um sinal de insatisfação com o rendimento do conjunto da Ferrari em performance pura.
Ao mesmo tempo, o motor da Mercedes segue sendo tratado no paddock como referência geral de desempenho. Em contraste, o motor da Ferrari mantém boa reputação em confiabilidade, mas saiu dessa corrida com questionamentos renovados sobre sua força nas retas, exatamente o ponto citado por Bearman ao explicar por que não conseguiu segurar a posição diante de Lindblad.