O circuito tem 6,003 quilômetros e 20 curvas, mas o comportamento dos pneus não será determinado apenas pelas características do composto. Em alta velocidade, o fluxo de ar contribui para a perda de temperatura, e isso altera a forma como o carro chega ao setor de frenagem mais crítico da volta.
Reta longa muda o padrão térmico dos compostos
Em boa parte dos circuitos, o foco costuma estar em evitar o superaquecimento. Em Baku, o cenário é diferente. Depois de um extenso trecho de aceleração plena, os pneus podem chegar mais frios à curva 1, o que reduz a aderência disponível na entrada da frenagem. Em casos leves, um travamento representa perda de tempo; em situações mais intensas, compromete a volta e a gestão do jogo de pneus.
Esse comportamento térmico forma um ciclo particular ao longo da volta, já que a temperatura dos compostos varia bastante entre as zonas de baixa e de alta velocidade. Por isso, o trabalho de aquecimento e manutenção da faixa ideal de funcionamento ganha peso desde os treinos.
Asfalto, sombra e Safety Car entram na conta
O ambiente urbano também interfere nesse quadro. Áreas de sombra ao longo do circuito podem resfriar o asfalto, enquanto o fim de semana começa com aderência relativamente baixa. Além disso, alguns trechos receberam asfalto novo em 2026, fator que adiciona mais uma variável ao comportamento dos pneus ao longo das sessões.
A gestão térmica ainda tende a ser decisiva em possíveis períodos de Safety Car, quando a queda de temperatura dos compostos se torna mais acentuada. Para a Pirelli, a expectativa para a etapa é de baixo desgaste e baixa degradação, o que não elimina a necessidade de controlar com precisão a temperatura dos pneus em um traçado que cobra caro nas frenagens.