Pela regra em vigor, pilotos que acumulam mais de 15 posições de punição passam automaticamente para a parte de trás do grid. No caso de Alonso, os comissários registraram que a penalidade foi aplicada “de acordo com o Artigo B8.2.8 do Regulamento de F1 da FIA”.
Trocas envolveram motor de combustão interna, turbo e outros componentes
No carro de Alonso, a Aston Martin instalou um quinto motor de combustão interna, um quinto turbo e um nono componente auxiliar. O piloto também usará uma nova unidade de potência. Ao explicar a situação, Alonso disse: “A unidade de potência e o turbo estão além da cota permitida.”
Stroll, por sua vez, terá um sexto turbo, uma sétima unidade de energia, um sexto controle eletrônico e um oitavo componente auxiliar. Em relatório sobre a punição do canadense, os comissários informaram que “o uso de cada elemento adicional neste caso gera uma penalidade de 5 posições”.
Entre os itens citados nas punições estão peças centrais do conjunto da unidade de potência, como o motor de combustão interna, o turbo, o armazenamento de energia, a eletrônica de controle e os componentes auxiliares. Quando a utilização ultrapassa a cota prevista no regulamento, a FIA aplica perdas de posições no grid, e o total superior a 15 leva ao fim do grid.
Aston Martin chega pressionada por início fraco em 2026
As punições aparecem em um momento delicado da temporada da Aston Martin. A equipe soma apenas três pontos em 2026 e ocupa a 10ª posição no campeonato de construtores. Até aqui, Alonso é o único piloto do time a pontuar.
Os únicos resultados da Aston Martin na zona de pontos vieram com Alonso, que terminou em 10º em Mônaco e em 9º na Holanda. A temporada de 2026 é a quarta de Alonso e Stroll como companheiros de equipe, e o time enfrenta dificuldades em seu primeiro ano de parceria com a Honda.