Newey começou a trabalhar na Aston Martin em março de 2025 e, a partir dali, determinou que os engenheiros abandonassem o carro que vinha sendo desenvolvido anteriormente. A mudança de direção custou tempo importante no desenvolvimento e deixou a equipe meses atrás dos rivais nos trabalhos de túnel de vento.
Conceito de alto rake não entregou a carga esperada
O conceito escolhido por Newey para o carro de 2026 usava uma filosofia de alto rake, mas o desenho não produziu carga aerodinâmica suficiente. Além disso, a Aston Martin passou a conviver com instabilidade em alta velocidade, um dos problemas centrais do pacote atual.
O chassi do carro é tratado como um ponto estruturalmente comprometido dentro do projeto. Em avaliação publicada pela The Race, o conceito alternativo de Newey “na prática, também não funcionou”.
As críticas ao trabalho do projetista aumentaram porque a guinada técnica promovida por ele não levou à recuperação esperada. Outra avaliação citada no debate sobre o desempenho da equipe aponta que Newey “ainda não justificou o salário de £30 milhões por ano”.
Novo carro apareceu na Hungria, mas reação foi limitada
Newey introduziu uma nova versão do carro no GP da Hungria. Foi naquele fim de semana que Fernando Alonso conseguiu avançar ao Q2 pela primeira vez na temporada, sinal de uma melhora pontual depois de meses difíceis.
Mais tarde, Alonso marcou dois pontos em Zandvoort, resultado que representa a maior parte da pontuação da Aston Martin no campeonato até aqui. Mesmo assim, o time segue muito distante da meta traçada para 2026.
No campeonato, a Aston Martin está à frente apenas da Cadillac, que ocupa o fim da classificação em seu ano de estreia na Fórmula 1. O cenário mantém em aberto o debate sobre o peso real da intervenção de Newey em um carro que, até aqui, não conseguiu sair da parte de trás do grid com regularidade.
































