Com sete pontos no Mundial de Construtores e seis etapas restantes na temporada, a equipe tenta entender por que o carro foi mais competitivo do que o esperado naquele fim de semana, especialmente diante de limitações que seguem aparecendo com frequência no pacote atual.
Velocidade em reta baixa e dúvidas sobre o comportamento do AMR26
Michael Schmidt, jornalista especializado da Auto Motor und Sport, afirmou que a própria Aston Martin não conseguiu identificar com clareza a origem do salto pontual de desempenho. “Eles realmente não entenderam por que o carro foi relativamente forte na Malásia”, disse.
Segundo Schmidt, o principal problema continua sendo a falta de potência. “O problema principal, no fundo, é que o motor Honda não tem potência — e falta muita potência”, afirmou. Esse quadro ajuda a explicar por que o AMR26 apareceu no fim da tabela de velocidade final, mesmo em um fim de semana em que Alonso conseguiu converter o desempenho em pontos.
Tração e brake-by-wire seguem entre os problemas apontados
Além da deficiência de potência, Schmidt citou dificuldades de dirigibilidade no carro. “No brake-by-wire, claramente eles não fazem ideia de como aquilo funciona”, disse. Ele também apontou outra limitação do projeto: “O outro problema, simplesmente, é a tração”.
Esses fatores técnicos ajudam a compor o cenário de um carro que ainda apresenta comportamento irregular. No classificatório, Alonso e Stroll avançaram ao Q2 e terminaram em oitavo e 12º, respectivamente, resultado acima do que os números de velocidade em reta sugeriam para a Aston Martin.
O circuito também tinha um peso simbólico para Alonso: o espanhol já venceu três GPs em Sepang ao longo da carreira. Desta vez, porém, o dado mais relevante para a Aston Martin foi outro: mesmo sem entender exatamente a razão do rendimento mais forte, a equipe saiu com seu melhor resultado do ano e somou pontos importantes na reta final da temporada.