A principal mudança pensada por Armstrong está nas pacenotes, as notas usadas para descrever cada curva e referência da especial. A avaliação dentro da M-Sport é de que os problemas têm aparecido principalmente em curvas que fecham mais do que o esperado, e o próprio piloto indicou que pretende voltar ao básico para tentar eliminar esse tipo de erro.
Curvas que fecham viraram ponto de atenção
Richard Millener, chefe da equipe M-Sport, vê nas anotações um fator central para explicar as dificuldades recentes de Armstrong. A leitura é que o piloto tem sido pego em trechos em que a curva aperta no fim, exigindo uma referência mais precisa nas notas.
No acidente mais recente, no Rally Chile, Armstrong relatou que sua expectativa para o traçado não bateu com o que encontrou na especial. “Eu esperava que a curva continuasse por mais tempo antes de fechar”, afirmou.
As especiais, por natureza, variam bastante entre trechos estreitos e traiçoeiros e setores mais rápidos e abertos. Nesse contexto, a precisão das anotações se torna decisiva, especialmente quando o ritmo sobe.
Pressão e busca por um rally limpo
Armstrong também admitiu que a pressão para completar um rally sem problemas interfere no desempenho. “É bem complicado quando você tem a pressão para fazer um rally limpo”, disse.
Ao mesmo tempo, o piloto indicou que tenta equilibrar preparação e desgaste ao longo do fim de semana. “Você não quer exagerar no trabalho”, resumiu ao falar sobre a necessidade de evitar fadiga.
Apesar do novo revés, houve um sinal positivo no powerstage: Armstrong fechou o trecho final a menos de um segundo por quilômetro do ritmo de referência. Depois disso, manteve o discurso de confiança para as próximas etapas. “Acho que tudo vai se encaixar em breve”, afirmou.