Antonelli substituiu Lewis Hamilton na Mercedes no ano passado e, aos 20 anos, está no caminho para se tornar o mais jovem campeão mundial. A campanha ganhou ainda mais destaque com a vitória em Monza, sua corrida em casa, depois de largar em 19º no grid.
Programa da Mercedes começou na infância
Antonelli entrou no programa de jovens pilotos da Mercedes aos 11 anos. Na análise de Chandhok, esse tipo de preparação antecipada ajuda a explicar a naturalidade com que alguns talentos chegam à F1 já inseridos em uma estrutura profissional. “Esses garotos agora estão sendo contratados para programas de pilotos desde os 10 anos”, disse o comentarista, ao comparar a geração atual com modelos de desenvolvimento vistos anteriormente com nomes como Fernando Alonso e Michael Schumacher.
Segundo a mesma análise, Antonelli faz parte de uma estrutura profissional desde os 11 ou 12 anos, o que lhe deu uma base contínua até a chegada à equipe principal. Nesse contexto, Chandhok considerou relevante o fato de ele não ter carregado, desde a base, o ambiente de expectativa que cercaria um jovem italiano ligado à Ferrari.
Ferrari conversou com a família, mas não avançou
Antes da ligação com a Mercedes, Marco Antonelli, pai de Kimi, teve conversas com a Ferrari. A equipe, porém, não queria contratá-lo tão jovem. O desfecho abriu caminho para a entrada de Antonelli no projeto da Mercedes ainda na infância, vínculo que acabou se transformando em sua rota até o cockpit principal.
O próprio Antonelli indicou satisfação com esse caminho ao dizer: “Estou muito feliz onde estou”.
Na mesma discussão, David Croft, também da Sky Sports F1, classificou Antonelli como “um sopro de ar fresco para a Fórmula 1”, avaliação feita enquanto o piloto sustenta a liderança do campeonato e amplia o impacto de uma temporada que já inclui a vitória em Monza saindo da parte de trás do grid.