Antes de tratar da escolha para a próxima temporada, Antonelli evitou falar em conquista consumada. “Primeiro preciso concluir o trabalho no México”, disse. Na sequência, indicou que a numeração atual será mantida caso alcance o objetivo: “Acho que, quando eu atingir esse objetivo, vou continuar correndo com o número 12.”
Homenagem a Senna acompanha Antonelli desde a base
A decisão está ligada à homenagem que Antonelli faz a Ayrton Senna. O brasileiro usou o número 12 entre 1985 e 1987 na Lotus e também em 1988, na McLaren. Antonelli carrega essa numeração desde as categorias de base e pretende preservá-la mesmo diante da possibilidade de correr como campeão mundial.
Pela regra da Fórmula 1, o dono do título pode escolher o número 1 na temporada seguinte, mas a adoção não é obrigatória. Um exemplo recente é o de Lewis Hamilton, que manteve o 44 durante seus anos dominantes na Mercedes em vez de trocar pela numeração reservada ao campeão.
O que falta para o título ser confirmado
Antonelli chega à próxima etapa com 123 pontos de vantagem na classificação. O piloto soma 365 pontos, contra 242 de George Russell e 241 de Hamilton. Para garantir matematicamente o campeonato, ele precisa terminar entre os nove primeiros na corrida seguinte.
Se confirmar a conquista, Antonelli poderá se tornar o campeão mundial mais jovem da história da Fórmula 1. O título também encerraria um jejum de 73 anos sem um piloto italiano campeão na categoria.