O traçado de Baku reúne características que costumam ampliar o risco de incidentes e embaralhar a ordem do fim de semana. A reta principal tem 2,2 km, enquanto a passagem entre os muros em um dos trechos mais estreitos mede 7,6 m de largura, combinação que ajuda a explicar por que a etapa costuma ser tratada como uma das mais desafiadoras do calendário.
Histórico em Baku aumenta a imprevisibilidade
Os números das corridas em Baku ajudam a dimensionar o cenário para Antonelli. Em nove edições disputadas desde 2016, apenas três vezes o pole venceu a corrida. O dado indica que largar na frente nem sempre tem sido garantia de controle em um circuito onde safety cars, toques e erros costumam influenciar o resultado.
Outro dado relevante é a variedade de vencedores: foram sete nomes diferentes nas nove provas realizadas no circuito. Em uma pista com esse perfil, qualquer perda de pontos pode ter peso maior para um líder do campeonato.
Calendário da etapa exige resposta rápida
A programação do fim de semana também foge do formato mais habitual. Os treinos livres serão realizados na quinta-feira, a classificação acontece na sexta-feira e a corrida está marcada para sábado, 26 de setembro de 2026. Isso reduz o tempo de reação a eventuais problemas e aumenta a importância de começar bem as atividades de pista.
Até aqui, Antonelli ficou sem pontuar em duas das 14 etapas disputadas na temporada. Em uma etapa conhecida pelo risco elevado, um novo resultado zerado pode atrapalhar os planos do líder na reta decisiva do campeonato.
Há ainda a possibilidade de Antonelli já conquistar o título em Singapura, mas isso depende dos resultados antes da passagem por Baku. Se houver abandono no Azerbaijão, esse cenário pode mudar na sequência da temporada.