Após o título, Toto Wolff, chefe da Mercedes, relembrou a trajetória do piloto e disse que a promoção de Antonelli foi tratada pela equipe como um “risco calculado”. A escolha veio em meio a críticas sobre a subida do jovem ao grid e depois de um ano de estreia em que ele passou dez corridas sem marcar pontos.
Wolff cita críticas ao início de Antonelli na Fórmula 1
Ao falar sobre a conquista, Wolff relacionou o título ao longo caminho percorrido por Antonelli até chegar ao topo da categoria. “É incrível. A gente precisa até se beliscar, porque parece que foi ontem que ele tinha 11 anos”, afirmou.
O dirigente também lembrou o ambiente de desconfiança que cercou o piloto no começo da passagem pela Fórmula 1. “Diziam que ele nem deveria estar na Fórmula 1”, declarou Wolff, ao citar o nível de cobrança enfrentado por Antonelli antes da arrancada que o levou ao campeonato já no segundo ano na categoria.
Título veio um ano depois de uma estreia com oscilações
A campanha de 2026 contrasta com a temporada inicial de Antonelli na Fórmula 1. Em sua estreia, o piloto acumulou dez corridas sem pontuar, cenário bem diferente do que apresentou no ano do título, encerrado com nove vitórias e a confirmação matemática do campeonato com o terceiro lugar na corrida decisiva.
Wolff também destacou a integração de Antonelli com a Mercedes ao longo desse processo. “Ele tem uma maneira muito especial de conquistar as pessoas na equipe”, disse o chefe da Mercedes. Em outra declaração, resumiu a relação interna com o piloto: “Nós o amamos.”
Escolha da Mercedes teve efeito também fora da pista
A aposta em Antonelli não gerou repercussão apenas esportiva. A decisão da Mercedes de promovê-lo também levou à saída de dois patrocinadores da equipe durante esse período, enquanto o time sustentava a escolha do piloto mesmo diante das críticas externas.