O defeito apareceu quando Alonso disputava posição com Valtteri Bottas, da Cadillac. Segundo o piloto, a queda de rendimento foi grande o suficiente para comprometer a corrida de forma imediata. “Suspeitamos de um problema no motor”, disse Alonso. Ao descrever o comportamento do carro, ele acrescentou: “Comecei a perder muito na reta, coisa de 1,5 segundo.”
No fim de semana, Alonso utilizou uma nova especificação do motor Honda. Mesmo com a troca, Aston Martin e Honda ainda não conseguiram identificar a causa exata da perda de desempenho que levou ao abandono.
Honda diz que análise inicial não encontrou defeito
A leitura da fabricante japonesa diverge da percepção do piloto durante a prova. Shintaro Orihara, gerente-geral de pista e engenheiro-chefe da Honda, afirmou que a primeira análise não indicou anormalidade no conjunto usado por Alonso.
“O motor está bem. Não encontramos nenhum problema nos dados”, afirmou Orihara. A avaliação mantém em aberto se a origem da perda de velocidade estava de fato na unidade de potência ou em outro sistema do carro.
A falta de uma resposta imediata é um dos pontos centrais do caso, porque o carro perdeu desempenho de maneira brusca justamente em um trecho em que a velocidade de reta era decisiva. O relato de Alonso aponta claramente para uma perda acentuada de potência, mas os registros examinados pela Honda não confirmam essa hipótese até agora.
Sistema de óleo já havia apresentado sinais irregulares no TL2
Durante o fim de semana, o carro de Alonso já havia apresentado sinais irregulares no sistema de óleo no TL2. Diante do alerta, uma peça foi substituída por precaução antes da corrida.
Até o momento, porém, não há confirmação de relação direta entre essa ocorrência e o abandono no GP do Azerbaijão. O que se sabe é que a troca preventiva não evitou a perda repentina de velocidade em prova, e a investigação segue sem uma causa definida para o problema enfrentado pela Aston Martin.
































