“Sinto que ainda tenho velocidade e determinação para competir”, disse Alonso ao confirmar a permanência. Em outra declaração, o piloto resumiu sua confiança no projeto: “Esta equipe tem todos os ingredientes para ter sucesso no futuro.”
A renovação acontece num momento delicado para a Aston Martin. O AMR26 e a unidade de potência Honda enfrentaram falhas recorrentes ao longo do ano, e a equipe acumula 17 abandonos com seus dois carros em 2026. Até aqui, somou apenas três pontos na temporada, todos conquistados por Alonso.
Confiança em Newey apesar do primeiro ano difícil
Um dos pontos centrais para a continuidade de Alonso foi a presença de Adrian Newey no projeto. O primeiro ano do carro sob decisões de conceito mais radicais acabou sendo problemático, mas o piloto indicou que segue acreditando na capacidade do projetista de virar o cenário.
“Adrian provavelmente foi o maior responsável por isso”, afirmou Alonso, ao tratar da unidade do time durante a fase ruim. Sobre o potencial de reação de Newey, acrescentou: “Ele é capaz de mudar as coisas muito rapidamente.”
Antes da definição sobre 2027, Alonso cogitou a aposentadoria da Fórmula 1 e também avaliava a possibilidade de correr em outra categoria. A extensão do vínculo indica que o piloto optou por seguir apostando no projeto atual, apesar do desempenho esportivo muito abaixo do esperado em 2026.
Temporada ruim contrasta com discurso de permanência
Os números da Aston Martin nesta temporada ajudam a dimensionar o tamanho do desafio. Além dos 17 abandonos e dos três pontos no campeonato, a equipe atravessa um ano de forte instabilidade técnica, especialmente na combinação entre carro e unidade de potência.
Mesmo nesse contexto, Alonso adotou um discurso de longo prazo ao tratar da relação com a equipe. “A Aston é minha família”, afirmou o piloto após assinar o novo acordo.