“Oliver Mintzlaff me ligou depois da corrida de domingo e me agradeceu”, declarou Horner ao comentar a fase da equipe após o triunfo de Verstappen. A sequência de resultados veio depois de um período em que a Red Bull enfrentou dificuldades com o RB22, carro descrito como instável e pouco confiável.
A fala recoloca Horner no centro de um projeto do qual ele foi uma das figuras principais: a transformação da Red Bull em fabricante de motores por meio da Red Bull Powertrains. Em meio à adaptação ao ciclo de regras de unidade de potência de 2026, o ex-dirigente tratou o tema como uma das partes mais complexas do trabalho desenvolvido durante sua passagem.
Ex-dirigente destaca complexidade do projeto de motores
Ao abordar a frente técnica da Red Bull, Horner afirmou que a fabricação de um motor de Fórmula 1 é um desafio frequentemente subestimado. “É muito fácil subestimar o quanto é difícil fazer um motor de Fórmula 1”, disse.
O comentário se conecta diretamente à mudança estrutural vivida pela Red Bull nos últimos anos, com a criação da Red Bull Powertrains e o avanço para produzir sua própria unidade de potência. Horner foi apontado como peça importante nesse processo, que ganhou peso ainda maior com a entrada em vigor do regulamento de 2026.
Horner relata vínculo pessoal com o desempenho do conjunto
Ao falar sobre o motor da Red Bull depois de sua saída, Horner descreveu a sensação de ver o projeto seguir sem sua participação direta. “Foi como se tivessem tirado um filho de mim de repente”, afirmou.
As declarações surgem num momento em que a Red Bull tenta consolidar a recuperação de desempenho em pista. Mesmo com as vitórias de Verstappen, o contexto técnico citado por Horner inclui os problemas de estabilidade e confiabilidade do RB22, fatores que acompanharam a equipe antes da sequência de triunfos. Além de Verstappen e Mintzlaff, o cenário atual da Red Bull também envolve nomes como Laurent Mekies e Helmut Marko.