A Ferrari foi a primeira a colocar o desenho em uso. Depois, Red Bull e McLaren também passaram a explorar versões da peça, enquanto a Mercedes seguiu como a única entre as quatro equipes da frente sem mostrar interesse prático no conceito até agora.
Resta diz que benefício em reta veio com perda de carga aerodinâmica
Ao explicar a decisão, Resta afirmou que a Mercedes estudou a solução em detalhes. “Tínhamos esse tipo de asa em nossa prancheta de desenho há pouco mais de um ano”, disse. Segundo ele, o conceito “oferece um benefício na redução de arrasto, mas também vem com uma redução de downforce”.
Na prática, a avaliação da equipe foi de que o compromisso entre menor arrasto e perda de carga aerodinâmica não justificava o investimento. O desenho da Ferrari chamou atenção por girar a parte superior da asa em mais de 200 graus, assumindo uma orientação semelhante à de uma asa de avião. A Ferrari introduziu a novidade na pré-temporada no Bahrein e a usou pela primeira vez em corrida em Miami.
Mercedes não fecha a porta para rever a decisão
Embora tenha rejeitado o projeto neste momento, a Mercedes não considera o assunto encerrado. “Esta conclusão não é necessariamente definitiva”, afirmou Resta. Em outra resposta sobre o tema, ele disse que a equipe ainda pode reavaliar o conceito: “Podemos rever nossa visão e nossa posição daqui para frente”.
A McLaren chegou a testar uma alternativa nos Treinos Livres na Áustria, enquanto a Red Bull também desenvolveu sua própria versão. No campeonato de construtores, a Mercedes lidera com 578 pontos, 134 à frente da Ferrari. Entre os pilotos da equipe, Kimi Antonelli tem 102 pontos de vantagem sobre George Russell.
Resta também projetou equilíbrio entre as equipes na próxima etapa e afirmou que “há uma boa chance de as três equipes serem competitivas” no GP dos Estados Unidos.