Segundo Horner, a Red Bull via a necessidade de dividir a carga de um programa tão amplo. “Ainda havia um certo nervosismo dentro do grupo, na Áustria”, disse o diretor da Red Bull Racing ao comentar a hesitação em torno da produção de um motor competitivo. Na sequência, acrescentou: “Precisávamos de um parceiro, porque a responsabilidade era enorme.”
Negociação esbarrou na participação pedida pela Porsche
As tratativas incluíram uma visita de Horner e de Dietrich Mateschitz à sede da Porsche. Naquele momento, porém, a proposta da marca envolvia ficar com metade da Red Bull Technology, ponto central para que o acordo não fosse fechado.
Mateschitz também enfrentava problemas de saúde durante esse período, em meio a uma fase decisiva de definição do caminho que a Red Bull seguiria para a nova era de motores da Fórmula 1.
Novo regulamento ajudou a abrir a conversa
O interesse em uma parceria estava diretamente ligado ao regulamento de 2026 para as unidades de potência. As novas regras estabelecem uma divisão de 50/50 entre a parte de motor de combustão interna e a potência elétrica, mudando de forma importante o equilíbrio técnico dos projetos.
Outro elemento do pacote é a eliminação do MGU-H, componente que fazia parte da geração anterior dos motores. Essa mudança ajudou a criar um cenário diferente para fabricantes interessados em entrar ou ampliar presença na Fórmula 1.
Porsche fazia parte de um movimento maior no grupo Volkswagen
A Porsche integra o grupo Volkswagen, que acompanhava esse novo ciclo regulatório enquanto a Red Bull avaliava como assumir um papel maior no desenvolvimento do próprio motor. Foi nesse ambiente que Horner relatou a busca por um parceiro técnico e financeiro para dividir o tamanho do projeto.
A combinação entre a necessidade da Red Bull de ter apoio e a exigência da Porsche por 50% da Red Bull Technology acabou sendo o ponto que impediu a conclusão do acordo discutido em 2022.