A avaliação de Evans surge no momento em que o regulamento da categoria se prepara para substituir os atuais Rally1 por um conceito com componentes principais semelhantes aos da especificação Rally2. A nova base técnica também foi concebida para reduzir custos: os carros de 2027 terão custo 70% menor na comparação com os atuais.
Nova geração terá mais potência, mas não repetirá o nível atual
Entre os pontos já definidos para 2027, os carros terão cerca de 12 bhp a mais graças ao uso de um restritor maior, de 33 mm em vez de 32 mm. O chassi tubular projetado pela FIA também será 20 mm mais alto por razões de segurança.
Mesmo com esse ganho pontual, Evans disse que a tendência geral é de regressão de performance. “Estamos dando um passo para trás em termos de desempenho”, afirmou.
Ao mesmo tempo, o piloto evitou uma comparação direta entre o que está sendo desenvolvido para 2027 e os carros que disputam a temporada atual. “Não seria justo comparar os carros do próximo ano com os Rally1 deste ano”, disse.
Evans diz que cenário competitivo ainda é incerto
Além da diferença de conceito técnico, Evans indicou que ainda não tem uma leitura clara sobre como o novo regulamento vai se refletir no grid. “Não tenho ideia de como vai ser o ano que vem”, afirmou.
A observação vem depois de uma sequência de testes em pisos diferentes, o que deu ao piloto contato tanto com o comportamento do carro no asfalto quanto na terra. A mudança de regulamento prevista para 2027 levará o WRC a uma configuração mais próxima da filosofia dos Rally2, ainda que sem equivalência direta com a geração atual.
Evans já passou por uma transição semelhante de referência técnica ao longo da carreira. Em 2016, ele venceu o British Rally Championship em um carro da classe Rally2.