O choque entre os dois pilotos da McLaren ainda abriu espaço para Kimi Antonelli herdar a quarta colocação. A situação colocou em evidência justamente a política interna mencionada por Brown na conversa com Wolff.
O que Brown e Wolff disseram sobre as regras internas
Na coletiva, Brown afirmou ter um exemplar do regulamento de convivência entre seus pilotos para compartilhar com o chefe da Mercedes. “Tenho um livro que posso compartilhar com você”, disse o dirigente da McLaren.
Wolff respondeu em tom de brincadeira: “A McLaren tinha exclusividade sobre as chamadas ‘Regras Papaya’”. O tema surgiu em meio a discussões sobre como as equipes administram disputas internas entre companheiros.
Brown já havia resumido a filosofia da McLaren para 2025 com uma orientação direta: os pilotos não podem se tocar nem tirar um ao outro da pista. A colisão entre Norris e Piastri na Sprint, porém, colocou essa diretriz sob pressão imediata.
Mercedes também teve episódio interno entre pilotos
A Mercedes também chegou ao debate carregando um caso recente entre seus dois carros. George Russell e Kimi Antonelli se envolveram em um incidente na corrida Sprint no Canadá, o que levou Wolff a explicar como a equipe trata esse tipo de disputa.
Segundo o chefe da Mercedes, a prioridade é manter tratamento igual entre os pilotos. “Sempre busquei ser o mais equilibrado e transparente possível com os pilotos”, afirmou Wolff ao defender a abordagem adotada pela equipe.
No aspecto técnico, Antonelli utilizou a atualização mais recente do W17, enquanto Russell correu com uma especificação anterior, do Azerbaijão. Mesmo com essa diferença de configuração entre os carros da Mercedes, Wolff afirmou que a equipe permitiu que seus pilotos competissem sem interferência.