O circuito projetado para o evento terá 6 km de extensão, 17 curvas em sentido anti-horário e uma variação de elevação de 197 metros ao longo de uma volta. A pista ficará próxima ao novo Aeroporto Internacional de Kigali, previsto para abrir em 2028.
Projeto aposta no relevo natural do terreno
Um dos pontos centrais do traçado é justamente a topografia do local. Alexander Wurz, da Wurz Designs e responsável pelo projeto da pista, resumiu a ideia ao afirmar que “a natureza já desenhou a topografia perfeita”. Em outra descrição sobre o conceito do circuito, ele disse: “Queremos viver uma paisagem africana de Ruanda perfeita”.
Os detalhes completos do desenho ainda não foram divulgados, mas já se sabe que o autódromo terá curvas inclinadas em um conceito semelhante ao visto em Zandvoort e no Madring, além de uma reta longa com mais de um quilômetro. O sentido anti-horário e o desnível acentuado estão entre as características já confirmadas.
Altitude também entra na conta do desempenho
O local escolhido para a construção está a cerca de 1500 metros acima do nível do mar. Essa condição de altitude significa ar mais rarefeito, fator que influencia o desempenho dos motores e passa a ser um elemento técnico relevante para a categoria no novo circuito.
Hermann Tilke, da Tilke Engineering e também envolvido no desenho da pista, destacou justamente o ganho de personalidade que o relevo pode dar ao traçado. “Os pilotos vão adorar a pista porque ela tem muita elevação”, afirmou.
A construção do autódromo está prevista, mas ainda existe a possibilidade de atrasos. A expectativa é que o retorno da Fórmula 1 ao continente africano aconteça em 2030, em uma pista que terá no relevo e na altitude dois de seus principais diferenciais técnicos.