A unidade de potência em questão é a Red Bull Ford DM01, fabricada pela Red Bull Powertrains no primeiro programa independente de motores da equipe em parceria com a Ford. A combinação entre o dado de potência levantado pela FIA e a leitura interna da Red Bull indica que a equipe ainda vê margem relevante de evolução no conjunto.
Wache aponta grande espaço de crescimento
Ao ser questionado sobre a avaliação do projeto, Wache respondeu: “Eu diria um quatro ou um cinco”. Em seguida, resumiu a visão interna sobre a unidade de potência: “Com certeza, o potencial é enorme”.
O dirigente também afirmou que o trabalho não se limita a extrair mais desempenho do motor, mas envolve o processo de desenvolvimento dentro da própria estrutura. “Precisamos fazer mais, e também sentimos uma responsabilidade maior sobre o que podemos alcançar”, disse Wache. Na mesma linha, ele relatou dificuldades naturais de integração entre áreas que agora precisam trabalhar de forma mais próxima: “A colaboração e a integração dentro da equipe estão demorando”.
Primeira temporada como fabricante próprio
O projeto de 2026 marca a estreia da Red Bull Powertrains como fabricante em uma temporada completa. Antes disso, a equipe utilizou motores de fornecedores externos como Cosworth, Ferrari, Renault e Honda. Agora, o desenvolvimento do DM01 passa a concentrar internamente uma parte central do desempenho do carro.
Segundo as informações publicadas sobre o cenário regulatório atual, o motor da Red Bull não esteve elegível para mudanças dentro do ADUO. Ainda assim, a unidade foi classificada pela FIA como a mais forte em potência entre os competidores.
Motor acompanha avanço do carro em 2026
O progresso da Red Bull em 2026 não ficou restrito à unidade de potência. A equipe também mostrou evolução clara com o carro ao longo da temporada, enquanto Max Verstappen venceu no Bahrein e em Singapura. A própria Red Bull trata o ano como a primeira temporada da Red Bull Powertrains como fabricante, com o DM01 no centro desse novo ciclo técnico.