O problema aconteceu durante o shootout e interferiu diretamente na comparação entre voltas lançadas. Sainz já havia relatado dificuldades com a Williams FW48 na sessão e associou a confusão do sistema a uma diferença clara de desempenho entre os carros que estavam na pista naquele momento.
Sainz reclama de diferença de potência na sessão
Ao comentar o episódio, Sainz afirmou que parte do grid teve uma vantagem direta de rendimento. “Além disso, metade dos carros fez a volta com motores meio segundo mais rápidos do que os outros”, disse o piloto.
O Overtake Mode pode oferecer um ganho de potência aos carros, e a ativação desigual do sistema criou cenários diferentes dentro do mesmo segmento da classificação. Sainz também questionou o procedimento adotado na sessão: “Estou um pouco confuso sobre por que o esporte continua fazendo coisas diferentes dependendo de quem está na Q1.”
Entre os nomes citados no contexto da sessão estavam pilotos de equipes como Williams, Aston Martin e Mercedes, com carros em condições diferentes no momento em que o recurso ficou disponível. A falha acabou tendo impacto especialmente para quem brigava na parte de trás do grid.
Dirigente da FIA foi até a Williams após a classificação
Depois da sessão, Nikolas Tombazis, dirigente da FIA ligado à área técnica, foi visto indo até a área de hospitalidade da Williams para falar com Sainz e Alex Albon. A movimentação foi relatada pelo jornalista Thomas Maher: “Nikolas Tombazis foi visto a caminho da hospitalidade da Williams.”
A ida de Tombazis ocorreu após a admissão de que houve erro humano no episódio. O problema não foi uma pane generalizada durante toda a sessão, mas uma janela específica de 27 segundos em que alguns carros tiveram o Overtake Mode ativado antes de o sistema ser desligado outra vez.
Além da questão do software, Sainz já havia mencionado dificuldades para extrair desempenho da FW48 no shootout, cenário que se somou à diferença de potência provocada pela falha no controle do sistema.