Piastri fazia parte da academia de pilotos da Alpine e chegou ao radar da McLaren depois de uma sequência de resultados que incluiu os títulos da Fórmula 3 e da Fórmula 2 em anos consecutivos, ambos conquistados na primeira tentativa. Brown citou esse histórico como um dos pontos centrais da escolha.
“Ele ganhou tudo no primeiro ano, algo que só um pequeno grupo de pilotos conseguiu fazer”, afirmou Brown ao comentar a campanha do australiano nas categorias de base.
O que convenceu a McLaren
Brown disse que a McLaren valorizou não só os títulos, mas a forma como Piastri se adaptava rapidamente a carros e cenários diferentes. “Quando você identifica talento ao volante, os melhores simplesmente se adaptam de cara”, declarou o dirigente.
A avaliação da McLaren acabou se confirmando rapidamente na Fórmula 1. Em 2023, Piastri conquistou sua primeira vitória em uma Sprint, no Catar, e depois venceu um Grande Prêmio na Hungria. Até 2026, ele acumulou nove vitórias e 28 pódios na categoria.
Da disputa contratual ao contraste entre 2025 e 2026
A contratação se tornou um dos episódios mais marcantes recentes do mercado de pilotos porque a Alpine tratava Piastri como nome para 2023, enquanto a McLaren fechava o acordo que depois seria anunciado oficialmente. O caso envolvia um piloto que ainda nem havia estreado na Fórmula 1, mas já era visto como uma aposta de alto teto técnico.
Os números mais recentes mostram um contraste claro na trajetória de Piastri. Em 2025, ele liderou o campeonato durante 15 fins de semana de corrida, mas terminou a temporada em terceiro lugar. Já em 2026, o piloto enfrenta dificuldades com as mudanças de regulamento e somou apenas dois pódios até aqui.
Sobre esse momento, também houve comentário de James Vowles, que apontou que Piastri não foi tratado de maneira justa pela McLaren em alguns momentos, citando pit stops e estratégias alternativas.