O caso foi analisado pelo juiz David C. Keesler, que conduziu as disputas de produção de provas entre as partes. Na decisão, ele também registrou que valorizou os esforços dos advogados dos dois lados durante a disputa.
Documentos com Toyota entram no centro da produção de provas
A inclusão dos contratos entre Joe Gibbs Racing e Toyota atende a um pedido ligado à identificação de dados proprietários. A discussão sobre esse material faz parte da fase de descoberta de provas do processo, em que as partes tentam delimitar quais informações podem ter relevância direta para o caso.
Além dos contratos, o juiz mandou as duas equipes apresentarem os acertos finais de corrida do ano passado e da atual temporada. Esses dados estão entre os pontos mais sensíveis da disputa por envolverem informação técnica de competição.
Consulta a material sensível será feita em “clean room”
Para o acesso a documentos sensíveis, a decisão prevê o uso de uma “clean room”, um ambiente seguro de computador criado para visualização controlada de arquivos. O juiz determinou que Joe Gibbs Racing e Spire trabalhem em conjunto para definir a logística desse procedimento.
Keesler indicou que espera cooperação entre os lados nessa etapa. “As partes neste caso litigam como correm — com tudo para vencer”, afirmou o magistrado. Em outro trecho, ele pediu que os envolvidos conversem “em uma tentativa de boa-fé de resolver quaisquer diferenças”.
Parte dos arquivos segue protegida por sigilo entre cliente e advogado
Outro ponto tratado na decisão envolve cinco documentos que a Joe Gibbs Racing vinha retendo sob alegação de sigilo entre cliente e advogado. Segundo o entendimento do juiz, apenas quatro desses arquivos tratam efetivamente de aconselhamento jurídico, e dois deles já passaram por redações parciais.
Sobre essa divergência final, Keesler avaliou que a questão ainda pode ser resolvida entre os representantes das partes. “Essa disputa final certamente parece passível de solução por advogados competentes de ambos os lados”, escreveu o magistrado.