O piloto da Williams afirmou que os competidores ainda têm pouca influência nesse tipo de decisão. “Não acho que os pilotos tenham muita voz nisso”, disse Albon. Na mesma linha, acrescentou: “Os pilotos precisam ser um pouco mais vocais sobre esse tipo de coisa.”
A discussão ganha espaço enquanto algumas pistas mais novas recebem críticas por características que limitam a disputa. Madri, por exemplo, foi alvo de observações pela dificuldade de ultrapassagem em razão de curvas de 90 graus. Jeddah e Lusail também foram citados por limitações em sua configuração.
Sepang volta ao calendário e entra no debate como referência
Sepang retornou ao calendário da F1 em 2026 para substituir a etapa do Bahrein e aparece como um contraponto no debate levantado por Albon. O circuito é considerado um dos projetos mais bem-sucedidos de Hermann Tilke.
Criado em 1999, o traçado é destacado pela variedade de curvas, pelas mudanças de inclinação e pelas diferentes linhas de trajetória ao longo da volta. Esses elementos ajudam a explicar por que a pista costuma ser mencionada como exemplo de circuito que oferece mais possibilidades de pilotagem e de disputa do que parte dos projetos mais recentes.
Traçados recentes são alvo de críticas por configuração
No caso de Madri, a principal ressalva citada foi a dificuldade de criar pontos de ultrapassagem a partir de uma sequência com curvas de 90 graus. Em Jeddah e Lusail, as críticas mencionadas também passam por limitações do desenho, dentro de uma discussão mais ampla sobre como os circuitos modernos favorecem ou restringem corridas mais disputadas.
Albon reconheceu que hoje os pilotos ainda têm pouca influência direta nesse processo, mas defendeu uma postura mais ativa do grupo quando houver debate sobre projetos futuros e características técnicas das pistas.