O dirigente assumiu o comando da Ferrari no fim de 2022, após substituir Mattia Binotto, e tem contrato vigente até 2027. Mesmo sem confirmação oficial de qualquer mudança, o debate sobre seu futuro ganhou força diante da dificuldade da equipe em transformar potencial em campanha de título.
Críticas miram a estrutura interna da Ferrari
Pino Allievi, da Formula Passion, apontou que o principal entrave não está apenas no chefe da equipe, mas na organização interna da Ferrari. “O problema é a burocracia dentro de Maranello”, afirmou ao comentar o contexto em que Vasseur trabalha.
Na mesma linha, Allievi disse que o francês ainda precisa assimilar melhor o peso e a dinâmica do cargo. “Vasseur precisa entender que isso é Ferrari”, declarou. Ao comparar o momento atual com uma fase mais vitoriosa da equipe, ele lembrou o trabalho de Jean Todt e resumiu a diferença de condução dizendo que o antigo dirigente “introduziu disciplina, ordem e clareza”.
As críticas aparecem num momento em que a Ferrari segue distante da disputa mais sólida pelo campeonato. Além da desvantagem para a Mercedes entre os construtores, a liderança do Mundial de Pilotos está com Andrea Kimi Antonelli, que soma 320 pontos.
Hamilton evita concentrar a culpa no chefe da equipe
Lewis Hamilton também tratou do momento da Ferrari e rejeitou a ideia de colocar toda a responsabilidade sobre Vasseur. “O chefe da equipe não deveria levar toda a culpa pelos problemas da equipe”, afirmou.
A declaração de Hamilton desloca parte da discussão para além do comando esportivo, justamente num contexto em que as críticas públicas também citam a estrutura da Ferrari. Enquanto isso, Vasseur continua no cargo sob pressão por resultados, com a equipe ainda tentando encerrar um jejum que já atravessa as últimas temporadas sem títulos de pilotos e construtores.
O contrato atual de Vasseur expira em 2027, e qualquer cenário sobre sua permanência além disso segue no campo da especulação, sem confirmação oficial da Ferrari.