Hamilton terminou no pódio depois de largar da primeira fila pela primeira vez desde Barcelona e virar terceiro com ajuda de um safety car. Antes disso, a aposta da Ferrari em pneus slick o jogou para o fim do pelotão nas voltas iniciais.
Na comparação de ritmo, Hamilton ficou a pouco menos de três décimos da volta de Verstappen. Ainda assim, a perda nas retas foi o ponto mais destacado na leitura dos analistas.
Comparação de voltas reforça problema de velocidade final
Comentarista da Channel 4, Coulthard resumiu a limitação da Ferrari de forma direta: “Não tem como o Lewis competir nessa parte”. A observação foi feita a partir da análise de uma volta com sobreposição entre os carros.
O próprio Hamilton já havia apontado onde a Ferrari mais sofre em relação à Red Bull. “O único lugar em que perdemos é nas retas para eles”, disse o piloto.
Anthony Davidson, comentarista da Sky Sports F1, fez a mesma leitura ao analisar as imagens da corrida: “Não somos rápidos o suficiente nas retas”.
Ferrari elogia base do carro, mas motor segue atrás
Apesar da limitação de velocidade final, Hamilton avaliou que a Ferrari tem uma boa base de projeto. Segundo o piloto, a equipe tem um carro “fundamentalmente” forte.
O problema está ligado à unidade de potência. O motor de combustão interna da Ferrari aparece mais de 4% abaixo da referência da Red Bull, e a expectativa é de que essa diferença continue pelo restante da temporada.
A Ferrari já introduziu duas atualizações neste ano pelo sistema ADUO, mas as mudanças não produziram impacto relevante. A falta de potência também complicou a vida de Hamilton em disputas diretas, incluindo a tentativa de ultrapassagem sobre Hadjar.
O cenário técnico ainda deve se estender até 2027, já que as limitações atuais da Ferrari não foram resolvidas pelos pacotes levados ao carro até aqui.