A avaliação foi feita por Bradley Lord, vice-chefe de equipe da Mercedes, após o fim de semana em que a complexidade técnica dos carros de 2026 voltou ao centro do debate. “Isso mostra como a F1 é realmente difícil”, disse o dirigente ao comentar a abertura caótica da prova.
O tema ganhou peso porque os modelos atuais já vinham sendo alvo de críticas de torcedores e pilotos, especialmente por causa das unidades de potência introduzidas em 2026. Nesse regulamento, o conjunto trabalha com gerenciamento de energia entre o motor de combustão interna e o MGU-K, um dos pontos técnicos mais sensíveis desta geração.
Dirigente da Mercedes liga episódio à complexidade dos carros
Ao abordar o que aconteceu na Malásia, Lord afirmou que a categoria deveria caminhar na direção oposta em ciclos futuros. “Por isso, acho que a direção geral deve ser de uma simplificação maior”, afirmou.
Lord também voltou ao tema ao relacionar o que se viu na pista com uma discussão mais ampla sobre o caminho técnico da categoria. “Isso reforça a ideia de que buscar mais simplicidade em vez de mais complexidade é uma direção válida para o esporte”, declarou.
A posição da Mercedes chama atenção porque a equipe ocupa um lugar de força no atual regulamento. A fabricante lidera a classificação de construtores com uma unidade de potência considerada robusta, e o W17 tem sido o carro dominante da temporada de 2026.
F1 já tem mudança prevista para a próxima virada de regulamento
Mesmo com a vantagem competitiva no cenário atual, a discussão sobre o nível de complexidade dos carros acontece em paralelo a uma mudança já prevista para o futuro da categoria. Em 2030, a Fórmula 1 passará a ter uma unidade de potência com motor V8 e menor eletrificação.
A transição planejada coloca o debate em perspectiva depois dos problemas vistos na Malásia, em um momento em que as unidades de potência de 2026 seguem sob questionamento e a FIA precisou atuar diretamente para liberar a corrida após a correção de software.