“Adrian estava olhando para a Ferrari“, afirmou Horner ao tratar daquele período. A possibilidade surgiu logo depois da fase mais vitoriosa da Red Bull, que conquistou quatro títulos mundiais consecutivos entre 2010 e 2013, antes de perder rendimento com a Renault na virada regulamentar.
Queda de rendimento com a Renault abriu crise no início da era turbo/híbrida
A mudança de cenário técnico teve peso direto no ambiente interno da Red Bull. No começo da era turbo/híbrida, a equipe passou a sofrer com o desempenho do conjunto ligado à Renault, e isso alterou a competitividade do carro em comparação com o ciclo anterior de domínio.
Foi nesse contexto que a Red Bull criou, em 2014, sua divisão Advanced Technologies. Horner explicou que a iniciativa nasceu em meio à insatisfação de Newey com a situação da equipe. “Fizemos isso porque Adrian estava realmente muito irritado naquela época”, disse o dirigente.
A criação dessa estrutura acabou oferecendo a Newey um novo espaço dentro da organização, num momento em que a saída para a Ferrari estava em análise. No fim, ele permaneceu ligado à Red Bull por mais 10 anos após aquela conversa de 2014.
Ferrari voltou ao radar de Newey antes de acerto com a Aston Martin
A aproximação de 2014 não foi um caso isolado. Ao longo da carreira na Fórmula 1, Newey considerou uma ida para a Ferrari em três oportunidades. O nome dele também voltou a ser ligado à equipe italiana em 2024, depois de sua saída da Red Bull.
Esse movimento, porém, não terminou com um acordo com a Ferrari. Newey acabou se juntando à Aston Martin após deixar a Red Bull, encerrando uma trajetória longa iniciada muito antes daquela primeira investida frustrada da equipe italiana.
No momento da chegada de Newey, a Aston Martin passou a ter motor Honda, e esse conjunto havia marcado pontos em apenas três ocasiões até então.