A prova já começou sob dificuldade, com a largada suspensa por causa do estado da pista. Nesse cenário, Gasly enfrentou problemas ainda na volta de formação ao tentar aquecer os pneus em um asfalto úmido, um sinal precoce de que a decisão da equipe teria custo alto logo no início.
Pilotos e direção reconheceram a leitura errada da corrida
Depois da prova, os próprios pilotos da Alpine admitiram que a estratégia não entregou o resultado esperado. Gasly resumiu a escolha de forma direta: “Foi uma aposta que não deu certo”.
Colapinto também fez uma avaliação crítica da decisão tomada antes da largada. “Olhando agora, não foi a decisão certa”, disse o piloto, ao comentar a opção pelos macios em uma pista ainda molhada.
A mesma linha foi adotada por Flavio Briatore, consultor-executivo da Alpine e um dos responsáveis pela avaliação esportiva da equipe. “Não fizemos as escolhas certas”, afirmou.
Ritmo no seco contrastou com execução na corrida
O resultado teve peso maior porque a Alpine havia mostrado bom desempenho em pista seca ao longo de todo o fim de semana. Esse potencial, porém, não apareceu na corrida depois da mudança de cenário provocada pela chuva e pela condição do asfalto no momento da largada.
Na prática, a equipe viu uma etapa em que havia sinais positivos de rendimento terminar sem qualquer ponto. Gasly ficou fora da zona de pontuação em 16º, enquanto Colapinto avançou até 13º, mas sem transformar a recuperação em resultado para o campeonato.
Briatore já havia apontado como objetivo da Alpine a busca pelo quinto lugar no campeonato. A etapa sem pontos interrompeu a chance de aproveitar o desempenho mostrado no seco e aumentou o peso do erro estratégico assumido pela própria equipe após a corrida.