Os dois incidentes aconteceram no mesmo trecho, entre as curvas 1 e 2, em uma sessão marcada por problemas de pneus. As equipes vinham trabalhando com pressões de ar mais agressivas, enquanto a pista apresentava uma ondulação nessa área que fazia os carros rasparem no asfalto.
Berry confirmou o motivo da batida ao deixar o centro médico. “Sim, com certeza estourou um pneu”, disse o piloto do #21. Depois, ao comentar o desempenho antes do acidente, acrescentou: “É uma pena estar tão lento e ainda estourar um pneu”.
Curvas 1 e 2 concentraram os principais problemas
Gragson, no Ford #4, também perdeu o carro na mesma região por causa de um problema de pneu. Os dois acidentes impediram que Berry e Gragson registrassem tempo na classificação, o que empurrou ambos para o fim do grid de largada.
Além das duas batidas, outros três casos de problema de pneu foram relatados durante a atividade: Tyler Reddick, Ty Gibbs e Chris Buescher também enfrentaram dificuldades na sessão. O quadro chamou atenção porque os relatos se concentraram em alguns carros, e não houve registro de problemas semelhantes entre pilotos da Chevrolet.
Berry aponta ajuste direto após o acidente
Questionado sobre o que precisaria mudar para evitar a repetição do problema, Berry resumiu a solução de forma objetiva: “Bom, acho que isso significa que precisamos colocar um pouco mais de ar neles”.
A troca para o carro reserva altera toda a preparação do #21 para a corrida, já que Berry perdeu a chance de classificar e ainda precisou encerrar o trabalho de pista mais cedo por causa da batida. Gragson também ficou sem participar da classificação depois de rodar na mesma área.
O Treino Livre em Las Vegas terminou com pelo menos cinco relatos de problemas de pneu: além das batidas de Berry e Gragson, também houve ocorrências com Reddick, Gibbs e Buescher, todas em uma sessão em que as equipes pressionaram os limites de calibragem.