O quadro apertou depois de um sábado em que Evans perdeu terreno na luta interna pelo campeonato. Na sexta-feira, ele havia encerrado o dia 4,7 segundos à frente de Adrien Fourmaux, da Hyundai, mas o francês reagiu e superou Evans em uma vitória expressiva de especial.
Posição na estrada preocupa Evans para o último dia
Além da disputa por tempo, Evans chega ao domingo lidando com um fator técnico importante: a ordem de largada. O primeiro trecho do dia é visto como o pior em termos de limpeza, o que pode prejudicar quem sai mais cedo.
“Acho que a posição na estrada definitivamente não é ideal”, afirmou Evans. Ele também reconheceu que ganhar uma colocação na classificação ajudaria antes da etapa final: “Outra posição à frente definitivamente ajudaria”.
No rali, a limpeza da estrada tem peso direto no desempenho, porque os primeiros carros encontram menos aderência e acabam varrendo a superfície para quem vem atrás.
Super Sunday mantém disputa aberta até o powerstage
O domingo distribui até 10 pontos extras por meio do resultado agregado do dia e do powerstage, o que mantém a disputa completamente aberta. Se a classificação geral do rali seguir como está, Solberg ainda precisaria ser o mais rápido do domingo e também vencer o powerstage para virar o campeonato.
Existe ainda um cenário de desempate que joga pressão extra sobre Evans. Caso Solberg vença o título e os dois terminem empatados em pontos, Solberg ficaria com o campeonato por ter três vitórias em eventos, contra duas de Evans.
Evans também admitiu que sua abordagem em um dos trechos anteriores foi mais cautelosa. “Foi uma primeira passagem um pouco conservadora”, disse o líder da disputa, que agora chega ao último dia com margem mínima e dependendo não só do ritmo, mas também de como administrará a desvantagem na estrada e os pontos extras em jogo.