“Eu acredito firmemente que temos um déficit de motor em comparação com nossos rivais”, disse Leclerc. Na avaliação do piloto, porém, a correção desse ponto não resolveria sozinha a situação do carro. “Precisamos melhorar em todas as frentes”, afirmou.
As observações de Leclerc vieram depois de problemas destacados por ele durante o fim de semana no Azerbaijão, em um momento em que a Ferrari também vê adversárias avançarem. A equipe teve seus melhores resultados da temporada em pistas de alta pressão aerodinâmica, mas o cenário tende a ficar mais apertado com a evolução das concorrentes.
Ferrari admite limite de desempenho e muda foco para 2027
A Ferrari reconheceu ao longo da temporada que há um déficit de motor, mas o plano interno já aponta para uma reformulação mais ampla da unidade de potência em 2027. Ao mesmo tempo, o trabalho no carro atual entrou em outra fase.
Fred Vasseur, chefe da Ferrari, confirmou a mudança de prioridade: “O desenvolvimento de novas atualizações agora parou”. Com isso, a equipe direciona recursos para o projeto de 2027, enquanto tenta extrair o que ainda for possível do pacote atual.
Leclerc espera pequenas evoluções no curto prazo
Embora o foco principal esteja mais à frente, Leclerc indicou que a Ferrari ainda terá novidades pontuais no curto prazo. “Algumas coisas vão chegar em breve”, disse o piloto. Ele tratou essas mudanças como ajustes limitados: “Certamente são pequenos passos na direção certa”.
O contexto fica mais delicado porque a Mercedes é apontada como uma equipe prestes a ganhar cerca de três décimos por volta com um novo pacote de atualizações. Esse avanço pode reduzir a vantagem aerodinâmica que a Ferrari ainda sustenta em algumas pistas, especialmente porque os melhores resultados do time vieram até aqui em circuitos de alta pressão aerodinâmica.