A etapa saudita estava prevista para meados de novembro, mas saiu do calendário por causa do conflito no Oriente Médio. Com isso, o campeonato passou a encerrar sua temporada antes do previsto, reduzindo a disputa a uma rodada final com três pilotos ainda na briga.
Evans lidera, mas vê fator extra na decisão
Além da vantagem na classificação, Evans apontou um elemento que pode influenciar diretamente o resultado do rali decisivo: os pneus. “Acho que os furos de pneu vão ter um papel claro”, disse o líder do campeonato ao projetar o desafio da etapa final.
A observação de Evans ganha peso num cenário em que qualquer perda de tempo pode ter impacto imediato na disputa pelo título, já que Pajari e Solberg ainda chegam matematicamente vivos à decisão. A diferença entre os três primeiros foi mantida até o encerramento do calendário depois da exclusão da prova saudita.
Pajari aposta em ataque total; Solberg segue na conta
Segundo colocado no campeonato, Pajari já indicou a postura que pretende adotar no último rali. “Vou ter que andar no limite o fim de semana inteiro”, afirmou o finlandês, que inicia a etapa final 17 pontos atrás de Evans.
Solberg também continua com chances de ser campeão, mesmo começando a rodada derradeira 21 pontos atrás do líder. O terceiro colocado comentou ainda a retirada da Arábia Saudita do calendário e apoiou a decisão. “Acho que cancelar a Arábia Saudita foi a melhor escolha para todo mundo”, disse.
Temporada termina com 13 ralis valendo pontos
Sem a prova que estava marcada para meados de novembro, a temporada de 2026 fecha com 13 ralis com pontuação. Antes da etapa final, a avaliação mencionada no paddock é de que um calendário com 14 provas não mudaria muita coisa no panorama geral da disputa.
Na prática, a configuração do campeonato coloca Evans, Pajari e Solberg na rodada final como os três nomes ainda envolvidos na luta pelo título, depois de uma temporada que terminará com uma prova a menos do que o previsto originalmente.