Um dos casos mais claros desse novo cenário foi a compra, pela Dreyer & Reinbold, de uma vaga que pertencia à RLL em 2026. O valor estimado da operação foi de US$ 13 milhões. A cifra chama atenção também pela comparação com o investimento necessário para colocar equipamento novo na pista: adquirir três chassis e componentes custa em torno de US$ 4 milhões.
Charters reduziram espaço para quem tenta entrar no grid
O sistema foi vinculado às equipes que disputaram a temporada 2024 e garantiu 25 charters. Como os grids regulares são limitados a 27 carros, restaram apenas duas vagas para equipes sem franquia nas corridas da temporada. A exceção são as 500 Milhas de Indianápolis, que têm configuração própria.
Esse desenho alterou uma prática importante das equipes médias e pequenas, que usavam carros extras como forma de gerar receita. Com menos espaço disponível no grid e com as franquias passando a ter valor próprio de mercado, a ampliação de operação ficou mais difícil e a entrada de novos projetos passou a depender, em muitos casos, da compra de um lugar já existente.
Menos assentos disponíveis também mexem com o mercado de pilotos
A restrição de vagas afeta também quem busca entrar ou se consolidar na categoria. Com menos assentos acessíveis, pilotos passam a disputar um mercado mais fechado, inclusive em estruturas que antes tinham margem para operar carros adicionais.
Nesse ambiente, a movimentação do paddock envolve nomes como Juri Vips, Kyffin Simpson e Josh Pierson, além de equipes como a Dale Coyne. O contexto também alcança jovens que tentam abrir espaço na categoria. Sobre Enzo Fittipaldi, a avaliação publicada foi de que ele “vai precisar brigar por espaço contra nomes que construíram carreiras discutíveis”. No caso de Caio Collet, a leitura é de que o piloto “mostrou talento e despertou interesse real no paddock”.
A próxima temporada da Indy está marcada para começar entre 5 e 7 de março de 2027, com o GP de St. Pete.