O anúncio faz parte da reestruturação da operação da Audi na categoria após a marca assumir controle total da equipe em janeiro de 2025. A fábrica de Hinwil vinha exigindo investimento substancial desde a saída da BMW, em um processo que inclui a modernização do cluster de CFD e do túnel de vento.
Binotto liga projeto à atração de profissionais
Mattia Binotto, CEO e chefe da equipe Audi Formula 1, afirmou que o novo complexo terá papel importante na formação da estrutura esportiva da marca. “O campus terá um papel importante para nos ajudar a atrair e manter talentos de nível mundial”, disse.
Binotto também definiu o projeto como parte da construção de longo prazo da equipe. “Estamos criando uma casa pensada em torno das nossas pessoas, da nossa cultura e das nossas ambições”, afirmou. Em outra declaração, resumiu o peso da obra no plano esportivo da Audi: “Este campus é uma parte importante dessa jornada”.
Hinwil segue como base do chassi, motor fica em Neuberg
A nova expansão reforça Hinwil como centro da operação do carro, enquanto a instalação de desenvolvimento de motores da Audi seguirá em Neuberg. A marca também mantém uma estrutura satélite em Bicester, no Reino Unido, voltada a recrutamento.
A atual base de Hinwil carrega uma longa trajetória dentro da Fórmula 1. Peter Sauber fundou sua equipe em 1970. A BMW comprou a Sauber em 2005 e a vendeu de volta em 2009. Desde então, a instalação passou por anos de limitações orçamentárias antes de entrar em uma nova fase de investimento sob o controle da Audi.
Entre os marcos da estrutura está o túnel de vento, que foi financiado pela Mercedes para viabilizar a liberação de Kimi Raikkonen em 2002.