Piloto da Cadillac, Bottas resumiu a resistência do grid ao cenário italiano ao dizer: “Nenhum piloto quer correr na Itália por causa do que aconteceu recentemente”.
Inspeções começaram em abril e envolveram equipes e pilotos
A discussão ganhou força depois que a Guardia di Finanza iniciou, em abril, inspeções sobre tributação envolvendo equipes da Fórmula 1 na Itália. Além da apuração sobre o tema, os pilotos receberam cartas relacionadas a impostos não recolhidos nos últimos sete anos.
Segundo o cenário relatado no paddock, os competidores teriam de pagar pelo menos 50% desses valores. Esse é o ponto que aparece no centro da reação citada por Bottas ao comentar a hipótese de uma prova em Ímola no fim da temporada.
A possível inclusão de Ímola no calendário, porém, continua condicionada à não realização das corridas previstas para Catar e Abu Dhabi. O único detalhe mencionado para essa alternativa é a data de 6 de dezembro.
Bearman aponta frio em dezembro; Verstappen descarta incômodo com tributos
Nem todos os pilotos tratam a situação da mesma maneira. Oliver Bearman avaliou que a condição climática seria um problema mais relevante do que a questão fiscal, já que a corrida entraria no calendário em dezembro. Em tom de brincadeira, ele disse: “Acho que a gente teria de levar correntes para neve e aquecedores de mão”.
Já Max Verstappen afirmou que não vê dificuldade nem na possibilidade de correr em Ímola nem na tributação italiana. O piloto da Red Bull foi direto ao comentar o tema: “Não há problema com imposto. Você só precisa pagar o imposto”.
As declarações mostram que o debate no grid tem duas frentes distintas: de um lado, a cobrança sobre tributos dos últimos sete anos; de outro, a perspectiva de disputar uma corrida no início de dezembro, em condições potencialmente frias.