A manifestação de Hamilton veio depois de a Ferrari divulgar um posicionamento público de confiança na liderança de Vasseur. O dirigente assumiu o comando da equipe em 2023, no lugar de Mattia Binotto.
“Fred é o cara para nos liderar. Ele está fazendo um trabalho fantástico”, disse Hamilton. Na mesma linha, o heptacampeão rejeitou a ideia de concentrar o problema em um único nome: “Não se trata de uma pessoa só”.
Hamilton descarta efeito imediato de troca no comando
Hamilton afirmou que uma eventual mudança de chefe de equipe não alteraria, por si só, a trajetória do projeto. “Tirá-lo e colocar outra pessoa no lugar não vai mudar a forma como a equipe está avançando”, declarou.
A Ferrari atravessa uma sequência sem resultados de destaque. A equipe não sobe ao pódio há cinco corridas, e a referência mais recente de pódio citada no fim de semana foi a etapa da Bélgica, seis provas atrás.
Ao comentar o ambiente em torno da Ferrari, Hamilton também criticou o tom das análises externas. “Sinceramente, as pessoas de fora parecem ser muito negativas com a gente”, afirmou.
Diferença em reta aparece como ponto técnico central
Além da defesa a Vasseur, Hamilton detalhou um dos problemas de desempenho que a Ferrari tenta resolver. Segundo o piloto, a equipe enfrenta uma desvantagem entre 0s4 e 0s6 em potência de reta, um fator que pesa diretamente na competitividade.
Hamilton indicou que o trabalho interno está concentrado em corrigir esse déficit para a próxima temporada. “Eles estão trabalhando muito duro para tentar corrigir isso para o ano que vem”, disse.
Com a discussão sobre comando em segundo plano, a fala do piloto colocou o foco em limitações técnicas e organizacionais mais amplas dentro da Ferrari, enquanto a equipe tenta interromper a série sem pódios.