Internamente, a saída era tratada como um desfecho pouco surpreendente. A avaliação feita pela equipe era de que o problema não estava apenas nos resultados, mas também na forma como Ocon reagia quando o desempenho caía. Em uma das leituras internas, a Haas entendeu que “Ocon ficou na defensiva quando os resultados não apareciam”.
Postura em fins de semana de classificação aumentou incômodo
Um dos pontos que mais incomodaram a Haas foi a falta de responsabilidade assumida por Ocon em erros cometidos durante sessões de classificação. O desgaste já vinha de antes. Em 2025, o piloto reclamou publicamente dos freios depois de derrotas para Ollie Bearman, episódio que ajudou a ampliar a insatisfação dentro da equipe.
No início de 2026, houve uma tentativa de melhorar o alinhamento de Ocon com sua equipe de garagem. Ainda assim, a convivência não se estabilizou de forma duradoura. Ao longo do ano, a Haas também perdeu competitividade, e o carro passou a render menos, o que aumentou as oscilações dos dois lados da garagem.
Desempenho teve altos e baixos, apesar de momentos positivos
Na pista, Ocon teve resultados relevantes em meio ao cenário de instabilidade. Um exemplo foi o oitavo lugar no GP do Azerbaijão, terminando à frente de Bearman. Depois do início de 2026, ele mantinha vantagem de 7 a 3 em pontuação no confronto interno com o companheiro.
Essa superioridade, porém, não eliminou as dúvidas da Haas. Tanto Ocon quanto Bearman passaram por quedas de rendimento e inconsistências ao longo da temporada, em um contexto de perda de força do carro. A leitura da equipe foi de que a combinação entre desgaste interno e desempenho irregular tornava mais difícil sustentar a continuidade para 2027.
Rafael Câmara aparece como nome forte para a vaga
Com a saída de Ocon encaminhada, Rafael Câmara ganhou espaço como potencial substituto. O brasileiro passou a ser visto com mais força também pelo apoio comercial que leva da América do Sul.
Câmara ainda deixou boa impressão em um teste realizado em Portimão, no qual mostrou ritmo de volta forte, fator que aumentou seu peso na avaliação da Haas para a formação de 2027.
































