Alonso, hoje com 45 anos, seguirá na Aston Martin apesar do momento difícil do time. A equipe somou apenas três pontos nas 15 primeiras etapas de 2026, e dois deles vieram com o espanhol, conquistados no mérito em Mônaco.
Parceria com a Honda vira principal ponto de interrogação
A Aston Martin deixou a condição de cliente da Mercedes para fechar um acordo de fornecimento de fábrica com a Honda dentro do ciclo técnico inaugurado pelos regulamentos de 2026. Só que a unidade de potência da fabricante japonesa tem enfrentado dificuldades nesta temporada.
Gary Anderson, ex-diretor técnico da Jordan e hoje analista, apontou que a grande incógnita da renovação de Alonso está justamente nessa frente. Ao comentar o cenário da Aston Martin, ele resumiu a dúvida sobre o projeto: “Eles vão abandonar a Honda? E, se fizerem isso, para quem?”
A incerteza ganhou força porque Lawrence Stroll, dono da equipe, conversou com Mercedes e Red Bull sobre fornecimento de motores. Isso acontece em meio ao desempenho abaixo do esperado do pacote atual da Honda.
Alonso fica, Stroll segue, e opções no mercado parecem limitadas
A extensão do contrato de Alonso também consolida a permanência da atual formação da Aston Martin. Segundo Anderson, a posição de Lance Stroll não aparece como questão aberta no curto prazo. “Quem mais eles poderiam contratar? O Lance é uma certeza, porque o pai dele está pagando”, disse o analista.
Outro nome que criticou o caminho adotado pela equipe foi Ralf Schumacher. Ao avaliar a situação da Aston Martin com a Honda, ele foi direto: “Não percam tempo e deixem a Honda.”
O acordo com a Honda havia sido firmado dentro da mudança de regulamento de 2026, depois de a fabricante inicialmente planejar sua saída da Fórmula 1 ao fim de 2025. Agora, com Alonso confirmado para 2027 e a equipe ainda tentando reagir no campeonato, a definição sobre o fornecedor de motores passa a ser um dos temas centrais para o próximo passo do projeto.