Verstappen já é um dos principais críticos do regulamento atual e afirmou que os carros deste ano premiam mais a cautela do que a coragem. Na avaliação do piloto, isso ajuda a explicar por que as diferenças entre companheiros de equipe ficaram menores ao longo da temporada.
Verstappen relaciona diferenças menores ao comportamento dos carros
Ao comentar a adaptação aos carros de 2026, Verstappen disse que hoje está mais simples encontrar o limite. “Hoje em dia é muito mais fácil encontrar o limite”, afirmou. Em seguida, detalhou o efeito disso no grid: “Quase todo mundo consegue extrair tempo de volta por causa disso.”
Segundo o piloto da Red Bull, essa característica ajuda a reduzir as margens entre os competidores. “É por isso que, no geral, as diferenças são muito pequenas”, disse.
Os números da temporada citados no levantamento reforçam esse cenário: sete das 11 duplas titulares estão separadas por até dois décimos na classificação, contra cinco de 10 no ano passado. A média de diferença entre companheiros caiu de 0s260 para 0s170 em 2026.
Lawson discordou sobre a dificuldade de adaptação
Lawson, porém, não tratou a transição para o carro da Red Bull como algo simples. “Definitivamente não foi simples me adaptar ao RB22”, afirmou o piloto.
Mesmo com essa ressalva, o neozelandês conseguiu reduzir rapidamente a distância para Verstappen depois de assumir a vaga de Hadjar. No mesmo período, Yuki Tsunoda terminou sua corrida de retorno a uma posição da zona de pontos.
No contexto técnico da temporada, os protocolos de gerenciamento de energia ficaram mais complexos, enquanto os carros de 2026 passaram a oferecer respostas mais “amortecidas” às entradas do piloto, fator citado no debate sobre a dirigibilidade do atual regulamento.
































