“Estão fazendo algumas dessas pistas em que simplesmente não dá para ultrapassar”, disse Hamilton. Na sequência, o heptacampeão foi mais direto ao comentar o trabalho de quem desenha os traçados: “Não sei quem está projetando elas, mas pode tirar.”
Madring virou exemplo de corrida travada
A manifestação de Hamilton veio na esteira de uma prova em Madring que ficou entre as mais fracas de 2026 em termos competitivos. O dado mais evidente foi o número de ultrapassagens: só quatro durante toda a corrida.
O traçado foi apontado como um dos piores da temporada nesse aspecto, e a fala de Hamilton se concentrou justamente na dificuldade de criar oportunidades de ataque. Ele não citou nominalmente quais circuitos considera problemáticos, mas vinculou a queixa ao padrão de pistas em que os pilotos ficam presos sem conseguir avançar.
A crítica trata menos de um episódio isolado e mais de uma característica de parte do calendário recente: corridas em que o desenho do circuito limita as disputas por posição. Em Madring, esse problema apareceu de forma explícita pelos números e pelo pouco movimento no pelotão.
Comentário se estendeu depois da prova em Madri
Logo após a corrida em Madri, a Fórmula 1 seguiu para o Grande Prêmio do Azerbaijão. Em Baku, Hamilton retomou o assunto em tom provocativo ao falar com o público e sugeriu que haveria gente capaz de melhorar esse trabalho.
“Tenho certeza de que há muitas pessoas aqui que fariam um trabalho melhor”, afirmou o piloto da Mercedes.
Hamilton não detalhou quais mudanças considera necessárias nem apontou um circuito específico além do contexto da corrida em Madring. A reclamação, porém, surgiu depois de uma etapa em que o principal indicador esportivo do problema foi objetivo: apenas quatro ultrapassagens ao longo da prova.